Balanço da saúde destaca avanços no interior

Em 08/10/2024
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O aumento na oferta de serviços no interior foi o destaque da apresentação da secretária de Saúde, Zilda Cavalcanti, na audiência pública da Comissão de Saúde nesta terça. Ela esteve na Alepe para apresentar o relatório quadrimestral da área, uma exigência da legislação.

A secretária ressaltou a criação de cotas regionais para a execução do orçamento da saúde. Segundo a gestora, a medida resultou no aumento dos serviços em unidades como o Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, e no Hospital Regional Inácio de Sá, em Salgueiro, no Sertão Central. 

Nós já colocamos a hemodinâmica, emergência cardiológica, emergência vascular e neuro no Hospital Eduardo Campos em Serra Talhada. Então as pessoas que tinham, por exemplo, infarto e que precisavam se deslocar para o Mestre Vitalino em Caruaru, lá do Sertão, hoje não precisam mais, e elas conseguem ir para o Eduardo Campos em Serra. A gente diminuiu distâncias. E a gente conseguiu habilitar a maternidade do Inácio de Sá, em Salgueiro, para alto risco. Então, as mulheres que precisavam de alto risco naquela região tinham que andar 400 quilômetros para Petrolina, ou andar 400 quilômetros para Caruaru ou para Recife, para poder ter um parto de alto risco.” 

Zilda Cavalcanti também ressaltou os resultados positivos do Cuida PE, programa estadual destinado à redução da fila para cirurgias eletivas. A secretária divulgou um crescimento de 30% no número de procedimentos de janeiro a julho de 2024 em comparação com o mesmo período de 2023.

De acordo com o Governo de Pernambuco, até agosto de 2024, a gestão aplicou 15,5% da receita corrente líquida na saúde. O mínimo exigido pela legislação brasileira é de 12% para os Estados. A despesa com saúde foi de 6,3 bilhões de reais. A maior parte dos recursos, 58,3%, partiram do Estado, enquanto 41,7% vieram da União.

O presidente da Comissão de Saúde, deputado Adalto Santos, do PP, elogiou o investimento do Governo do Estado na saúde, mas salientou a necessidade de melhorias no serviço.Essa Comissão tem como obrigação acompanhar e cobrar do Governo. Sabemos que precisa melhorar muito, mas houve uma diferença de 25 ponto alguma coisa de acréscimo nos investimentos, principalmente na área do leito de UTI. Nós vamos continuar acompanhando o crescimento, fiscalizando e cobrando do Governo melhorias na área de saúde e assistência social.” 

Também participaram da audiência representantes do poder público e da sociedade civil. A presidente do Conselho Estadual de Saúde, Sônia Pinto, criticou a entrega do relatório quadrimestral apenas na semana passada. Ela disse que a proximidade da data inviabilizou a elaboração de um parecer por parte do Conselho. A conselheira também reivindicou a realização da próxima audiência pública em um espaço maior, a fim de permitir a presença de mais pessoas da sociedade civil na apresentação dos dados. A reunião desta terça foi realizada no Plenarinho 2 da Alepe.

Em resposta, a secretária de Saúde afirmou que a apresentação do relatório ocorreu na data solicitada pela Alepe e que respeitou os prazos legais. Já o presidente Adalto Santos assegurou a realização da próxima audiência em um dos auditórios do Legislativo estadual.